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Concurso da Imprensa Nacional

IN ABRE INSCRIÇÕES PARA XII CONCURSO DO MUSEU DA IMPRENSA

Aluno do CIMAN é primeiro colocado em concurso de poesias

O aluno Sílvio Martins de Freitas Aquino, de 16 anos, da 3ª série A, foi o vencedor, na categoria Ensino Médio, do XII Concurso do Museu da Imprensa, realizado em nível nacional. Lançado em novembro de 2008, ano em que a instituição completou seu bicentenário, o concurso tinha como objetivo testar como os estudantes da primeira fase do Ensino Fundamental (1º a 5º ano) desenham “A chegada da Família Real ao Brasil” e como os da segunda fase (6º a 9º ano) redigem o tema “1808 – A Corte Chegou”. Para o Ensino Médio (1ª a 3ª série), o concurso aguardava poesias a respeito da “Contribuição da Imprensa Nacional (Impressão Régia) para a formação do Estado nacional”. Houve também o tema “200 anos de registro da história oficial do País”, voltado para monografias de estudantes do Ensino Superior.

O evento é promovido pela Imprensa Nacional, órgão vinculado à Casa Civil da Presidência da República. Com a classificação, Sílvio ganhará uma caderneta de poupança do Banco do Brasil com depósito de R$ 2.500, além de condecoração em uma festa que será realizada dia 28 de agosto. “A professora Anaurise me incentivou muito a participar”, lembra o estudante. “Naquela tarde, entrei no site da Imprensa Nacional, li a história, agreguei mais pesquisas sobre temas como a Família Real, e escrevi o texto de uma só vez. Ela nem pediu que eu mudasse muita coisa”, completa o vencedor.

Estudante do CIMAN Cruzeiro desde a antiga 5ª série do Ensino Fundamental e do CIMAN Octogonal em todo o Ensino Médio, Sílvio quer seguir carreira nas relações exteriores, ingressando no Itamaraty depois de cursar ciência política na faculdade. “Estou muito feliz e tenho certeza de que vou me lembrar do dia da premiação para o resto da minha vida”, diz. Leia, abaixo, a poesia do aluno.

Imprensa – Do regente ao nacional

Sílvio Martins de Freitas Aquino

Então chegou a família Real,
Fugidos de sua terra natal.
1808, um ano para se lembrar,
D. João ainda tinha o que criar,
Para que os sabiás aqui cantem como não cantam do lado de lá.

Com dois prelos e 28 caixas de tipos,
Logo Impressão Régia veio a calhar,
Mostrar para os da terra que a nação sob os Bragança ainda está.
Rio de Janeiro primitivo, sua gazeta acaba de nascer.
Para em suas linhas apontar, como a nova metrópole legislada será,
E dos analfabetos a curiosidade despertar.
De “Marília de Dirceu”, as “Obras de Virgílio”
O Brasil tende ao infinito.
O que foi aqui criado, aqui permanecerá.
Imprensa Nacional, sempre a comandar,

O coração brasileiro você ajudou a criar.                   

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