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Fernanda Fontenelle visita alunos do CIMAN A garota Fernanda Fontenele tinha apenas 17 anos quando, depois de uma festa de aniversário de seu irmão, sofreu um acidente grave. O namorado, que tinha bebido, perdeu o controle do carro e bateu de frente em outro, numa estrada de Sobradinho. Os ferimentos mais graves foram os de Fernanda, que ficou tetraplégica. Ex-aluna do Colégio CIMAN, ela voltou à escola, cinco anos depois do acidente, para falar aos alunos dos 9ºs anos sobre sua história de lutas e vitórias, que já trouxeram de volta todos os seus movimentos – agora, falta conseguir andar. A jovem, agora formada em jornalismo, falou sobre perseverança, ideal, força, valorizar a agradecer cada minuto da vida, sem deixá-la nos conduzir apenas, mas conduzindo-a com alegria e objetivos. Com a frase “Acreditar é um verbo que, literalmente, está tatuado em mim”, Fernanda Fontenele abre seu blog na internet (http://fernandafontenele.blogspot.com/), em que conta a trajetória, exibe reportagens feitas sobre ela em diversas tevês e jornais e expõe seu novo objetivo de vida. Depois de tratamentos no Hospital Sarah, ela agora quer ir para a Califórnia, onde um programa de reabilitação para cadeirantes pode devolver o poder de caminhar. Fernanda descobriu que, em San Diego, nos Estados Unidos, há um tratamento fisioterápico, baseado na repetição dos movimentos e no otimismo, que pode ajudá-la nesta última etapa de recuperação. “No Project Walk, os exercícios são feitos em aparelhos que ainda não chegaram ao Brasil. O método é baseado no pilates”, explica. Para isso, Fernanda precisa conseguir doações no valor de US$ 55 mil (cerca de R$ 120 mil). “Pode ser que nada aconteça, mas eu preciso tentar.” Sobre sua determinação, Fernanda disse aos alunos que esse é o único caminho para se chegar onde se quer. “A história dela mostra que a gente tem de acreditar sempre”, disse o aluno Pedro Leal, do 9º ano A do CIMAN Octogonal. “Ela teve esperança sempre e lutou superando as dificuldades, sem levar em conta os preconceitos”, acrescentou o colega Gabriel Moura. A diretora pedagógica do CIMAN, Lucy Aissami, aproveitou a oportunidade para lembrar aos alunos o quanto é importante afastar-se das bebidas e das drogas, dirigir com consciência e fazer valer a lei seca. “O que aconteceu com ela pode ocorrer na vida de qualquer um. Por isso, temos de nos cuidar e conscientizar inclusive os amigos sobre o perigo que é dirigir alcoolizado.” Para colaborar no tratamento de Fernanda Fontenele, basta visitar seu blog, que tem os dados de depósito na conta que a levará aos Estados Unidos. |