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A busca do cosmo

 

CIMAN NO JORNAL DA COMUNIDADE
 
A busca do cosmos


Olimpíada Brasileira de Astronomia desperta interesse dos estudantes das escolas das redes pública e particular pela ciência. Evento volta a ser realizado, neste sábado, na Praça dos Três Poderes e promete atrair um bom público, como da última vez


CAROLINE AGUIAR

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cleal@jornaldacomunidade.com.br   Redação Jornal da Comunidade

Na Praça dos Três Poderes, onde o cenário é montado, público vai em bom número observar os astros.

Fotos: Rúbio Guimarães

Contemplar o céu e as estrelas é algo que fascina o homem há muito tempo. Não é à toa que 2009 foi o ano escolhido para comemorar os avanços científicos na área da astronomia. Há quatro séculos, Galileu Galilei usava pela primeira vez um telescópio para observar o espaço cósmico. Assim, 2009 é o Ano Internacional da Astronomia, o que significa que em todo o mundo serão realizados eventos para incentivar a curiosidade por esta ciência.

A celebração do Ano Internacional da Astronomia é uma forma de suscitar o interesse de todos, principalmente dos jovens, pela ciência e também de mostrar as contribuições que a astronomia deu para o conhecimento humano. Como forma de atingir esse objetivo, a grande maioria das iniciativas está ligada à educação. Palestras, cursos e observações abertas ao público estão espalhadas por todo o mundo.

A data foi escolhida pela Organização das Nações Unidas (ONU) e a responsável por providenciar as comemorações foi a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). A União Astronômica Internacional (UAI) também apoia as iniciativas locais. Clubes de Astronomia e profissionais da área estão empenhados em promover e divulgar eventos.

As iniciativas estão se espalhando por todo o Brasil. Uma das realizações envolvendo o país inteiro é a Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica, que está na 12ª edição e é promovida pela Sociedade Astronômica Brasileira (SAB), pela Agência Espacial Brasileira (AEB) e por Furnas Centrais Elétricas. A competição leva estudantes de todos os cantos a se aprofundar em assuntos relacionados à astronomia, astronáutica e energética, temas que caem na prova. Para se preparar, os participantes são incentivados a pesquisar e também fazer suas próprias observações do cosmos.

Mudança de olhar para o universo
Os professores e profissionais envolvidos comemoram os efeitos do evento. “A olimpíada faz com que os jovens passem a olhar com outros olhos para o universo e para a preservação do planeta. Eles se deram conta de que fazem parte disso tudo”, relata a professora de matemática e física do Ciman, Fernanda  Jacob.

Participar da olimpíada é uma forma de aplicar o que os estudantes veem em sala de aula e de aproximá-los da ciência. “As questões mostram a aplicação do que está sendo visto durante as aulas. Os textos das questões são para informar o que está sendo feito no dia-a-dia e o que a ciência traz de bom para o país”, observa Marcos Kanso, professor de física do Sigma. “Espera-se que se  tenha mais procura por esta área. O país está carente de físicos, cientistas e químicos”, acrescenta.

Colégios preparam os alunos com palestras

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Colégios como o Ciman vêm fazendo palestras e mostrando aos estudantes o que sabemos do espaço cósmico. Só no Distrito Federal, 241 instituições de ensino, entre públicas e particulares, têm alunos que estão participando da olimpíada. Os estudantes se dividem em quatro níveis. O nível 1 é destinado aos estudantes de 1ª e 2ª séries do ensino fundamental. Os matriculados nas 3ª e 4ª séries se encaixam no nível dois e os de 5ª a 8ª série, no nível três. A última categoria é reservada aos estudantes do ensino médio.

As provas ocorreram no dia 15 de maio e  as dez questões foram divididas em  cinco de astronomia, três de astronáutica e duas de energia. As perguntas exigiam habilidades como visão espacial, leitura de dados, tabelas e gráficos, lógica com manipulação de símbolos matemáticos, capacidade de refletir sobre novos temas, interpretação de texto, compreensão e raciocínio conceitual, criatividade e capacidade de fazer estimativas e familiaridade mínima com o céu noturno.

Os dez melhores resultados de cada escola já foram enviados para a organização do evento. Os alunos que tiverem o melhor desempenho de todo o país serão convidados a participar da olimpíada internacional. Marcelo Vagner Silva, presidente do Clube de Astronomia de Brasília (CAsB), aposta que vários astrônomos serão fruto da olimpíada. “O resultado é muito legal porque são milhares de crianças que param para olhar o céu e se dedicar aos estudos de astronomia”, apoia Marcelo.
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Clube de Astronomia de Brasília aposta na formação de novos astrônomos
Durante a preparação para as provas, as escolas de Brasília apostaram em palestras para informar os alunos que fizeram a prova. Além das informações adicionais, os estudantes foram para acompetição munidos com os conhecimentos que já haviam adquirido em sala de aula, já que muito do conteúdo da avaliação faz parte do currículo das escolas.

Os professores afirmam que os alunos não tiveram dificuldades com a prova. “Eles não tiveram problemas, mas reclamaram que as questões cobraram bem menos do que o conteúdo previsto”, observou Fernanda. A professora também comemora o auxílio nos estudos que a olimpíada deu. “Eles pegaram um ritmo de estudos, trabalharam em grupos e passaram a aplicar isso nas outras disciplinas”.

Pedro Henrique Lima Cardoso, 12 anos, aluno do 7º ano do Ciman, vê a olimpíada como uma chance de um dia visitar a NASA. “Resolvi participar para aprender mais sobre astronomia e quem sabe conseguir ir à NASA”, vibra o estudante. Paula Leão Triacca, 12 anos, também do 7º ano do Ciman, se interessa por saber mais, mas vê a prova como um meio termo. “É fácil porque a gente já viu a maioria dos conteúdos, mas é difícil porque as questões são mais complicadas”, lembra.

Telescópio aproxima as estrelas das escolas

Redação Jornal da Comunidade


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Os estudantes se entusiasmam com a observação dos astros celestes
O Clube de Astronomia de Brasília (CAsB) também deu uma oportunidade de preparação para os participantes da olimpíada. E proporcionou que todos os alunos do DF tivessem uma nova vivência. O projeto Telescópio nas Escolas está percorrendo as instituições públicas e privadas de ensino para mostrar aos estudantes como é o espaço cósmico.

Durante o encontro dos amantes das estrelas com os aspirantes a astrônomos é passado um vídeo de astronomia que explica o funcionamento das lunetas e telescópios. Depois da aula teórica vem a parte mais esperada da noite, a hora de observar as estrelas com o auxílio dos telescópios.

A ideia do projeto é fomentar a curiosidade científica. “Faltam equipamentos e a oportunidade de ver a ciência funcionando. Levar a prática às escolas é plantar uma sementinha para que tenhamos uma comunidade mais interessada pela ciência”, afirma Marcelo Vagner Silva, presidente do CAsB.

O colégio Leonardo da Vinci foi uma das instituições de ensino visitadas pelo projeto. “O uso das lunetas fez com que os alunos se sentissem mais próximos da ciência e dos próprios astros”, ressaltou Robert de Alencar, professor e coordenador da equipe de física do Leonardo da Vinci. O encontro com o CAsB fez com que os alunos se interessassem mais pela olimpíada.

A visita dos telescópios não está restrita às escolas. O Clube de Astronomia está fazendo observações abertas mensais na Praça dos Três Poderes. O objetivo é despertar toda a população para os mistérios celestes. Durante a observação, integrantes do clube estarão à disposição do público para mostrar estrelas duplas, a lua, planetas e aglomerados estrelares.

O próximo evento será realizado neste sábado (27), a partir das 18h30, na Praça dos Três Poderes. Aqueles que tiverem instrumentos de observação podem levá-los, quem não tiver terá a oportunidade de observar o céu com os instrumentos do CAsB.

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