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CIMAN NO JORNAL DA COMUNIDADE
cleal@jornaldacomunidade.com.br Redação Jornal da Comunidade Fotos: Rúbio Guimarães Contemplar o céu e as estrelas é algo que fascina o homem há muito tempo. Não é à toa que 2009 foi o ano escolhido para comemorar os avanços científicos na área da astronomia. Há quatro séculos, Galileu Galilei usava pela primeira vez um telescópio para observar o espaço cósmico. Assim, 2009 é o Ano Internacional da Astronomia, o que significa que em todo o mundo serão realizados eventos para incentivar a curiosidade por esta ciência. A celebração do Ano Internacional da Astronomia é uma forma de suscitar o interesse de todos, principalmente dos jovens, pela ciência e também de mostrar as contribuições que a astronomia deu para o conhecimento humano. Como forma de atingir esse objetivo, a grande maioria das iniciativas está ligada à educação. Palestras, cursos e observações abertas ao público estão espalhadas por todo o mundo. A data foi escolhida pela Organização das Nações Unidas (ONU) e a responsável por providenciar as comemorações foi a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). A União Astronômica Internacional (UAI) também apoia as iniciativas locais. Clubes de Astronomia e profissionais da área estão empenhados em promover e divulgar eventos. As iniciativas estão se espalhando por todo o Brasil. Uma das realizações envolvendo o país inteiro é a Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica, que está na 12ª edição e é promovida pela Sociedade Astronômica Brasileira (SAB), pela Agência Espacial Brasileira (AEB) e por Furnas Centrais Elétricas. A competição leva estudantes de todos os cantos a se aprofundar em assuntos relacionados à astronomia, astronáutica e energética, temas que caem na prova. Para se preparar, os participantes são incentivados a pesquisar e também fazer suas próprias observações do cosmos. Mudança de olhar para o universo Participar da olimpíada é uma forma de aplicar o que os estudantes veem em sala de aula e de aproximá-los da ciência. “As questões mostram a aplicação do que está sendo visto durante as aulas. Os textos das questões são para informar o que está sendo feito no dia-a-dia e o que a ciência traz de bom para o país”, observa Marcos Kanso, professor de física do Sigma. “Espera-se que se tenha mais procura por esta área. O país está carente de físicos, cientistas e químicos”, acrescenta. Colégios preparam os alunos com palestras
Colégios como o Ciman vêm fazendo palestras e mostrando aos estudantes o que sabemos do espaço cósmico. Só no Distrito Federal, 241 instituições de ensino, entre públicas e particulares, têm alunos que estão participando da olimpíada. Os estudantes se dividem em quatro níveis. O nível 1 é destinado aos estudantes de 1ª e 2ª séries do ensino fundamental. Os matriculados nas 3ª e 4ª séries se encaixam no nível dois e os de 5ª a 8ª série, no nível três. A última categoria é reservada aos estudantes do ensino médio. As provas ocorreram no dia 15 de maio e as dez questões foram divididas em cinco de astronomia, três de astronáutica e duas de energia. As perguntas exigiam habilidades como visão espacial, leitura de dados, tabelas e gráficos, lógica com manipulação de símbolos matemáticos, capacidade de refletir sobre novos temas, interpretação de texto, compreensão e raciocínio conceitual, criatividade e capacidade de fazer estimativas e familiaridade mínima com o céu noturno. Os dez melhores resultados de cada escola já foram enviados para a organização do evento. Os alunos que tiverem o melhor desempenho de todo o país serão convidados a participar da olimpíada internacional. Marcelo Vagner Silva, presidente do Clube de Astronomia de Brasília (CAsB), aposta que vários astrônomos serão fruto da olimpíada. “O resultado é muito legal porque são milhares de crianças que param para olhar o céu e se dedicar aos estudos de astronomia”, apoia Marcelo. Os professores afirmam que os alunos não tiveram dificuldades com a prova. “Eles não tiveram problemas, mas reclamaram que as questões cobraram bem menos do que o conteúdo previsto”, observou Fernanda. A professora também comemora o auxílio nos estudos que a olimpíada deu. “Eles pegaram um ritmo de estudos, trabalharam em grupos e passaram a aplicar isso nas outras disciplinas”. Pedro Henrique Lima Cardoso, 12 anos, aluno do 7º ano do Ciman, vê a olimpíada como uma chance de um dia visitar a NASA. “Resolvi participar para aprender mais sobre astronomia e quem sabe conseguir ir à NASA”, vibra o estudante. Paula Leão Triacca, 12 anos, também do 7º ano do Ciman, se interessa por saber mais, mas vê a prova como um meio termo. “É fácil porque a gente já viu a maioria dos conteúdos, mas é difícil porque as questões são mais complicadas”, lembra. Telescópio aproxima as estrelas das escolas Redação Jornal da Comunidade
Os estudantes se entusiasmam com a observação dos astros celestes Durante o encontro dos amantes das estrelas com os aspirantes a astrônomos é passado um vídeo de astronomia que explica o funcionamento das lunetas e telescópios. Depois da aula teórica vem a parte mais esperada da noite, a hora de observar as estrelas com o auxílio dos telescópios. A ideia do projeto é fomentar a curiosidade científica. “Faltam equipamentos e a oportunidade de ver a ciência funcionando. Levar a prática às escolas é plantar uma sementinha para que tenhamos uma comunidade mais interessada pela ciência”, afirma Marcelo Vagner Silva, presidente do CAsB. O colégio Leonardo da Vinci foi uma das instituições de ensino visitadas pelo projeto. “O uso das lunetas fez com que os alunos se sentissem mais próximos da ciência e dos próprios astros”, ressaltou Robert de Alencar, professor e coordenador da equipe de física do Leonardo da Vinci. O encontro com o CAsB fez com que os alunos se interessassem mais pela olimpíada. A visita dos telescópios não está restrita às escolas. O Clube de Astronomia está fazendo observações abertas mensais na Praça dos Três Poderes. O objetivo é despertar toda a população para os mistérios celestes. Durante a observação, integrantes do clube estarão à disposição do público para mostrar estrelas duplas, a lua, planetas e aglomerados estrelares. O próximo evento será realizado neste sábado (27), a partir das 18h30, na Praça dos Três Poderes. Aqueles que tiverem instrumentos de observação podem levá-los, quem não tiver terá a oportunidade de observar o céu com os instrumentos do CAsB.
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